Sentia-me completamente sozinha
Sentada à beira de um riacho,
Observando aquelas coisinhas pretas
Que um dia se tornariam grandes
Ou pequenos peixes.
Ao meu redor tudo era silêncio.
Havia muitas árvores
Nas quais os pássaros pousavam
E cantavam maviosamente.
A solidão na qual encontrava-me
Foi desaparecendo lentamente
À proporção que sentia-me
Mais unida com a Natureza.
Senti naquele momento
A presença forte
De um Ser Superior
Que pousava em meu coração
E em minha alma.
Sorri lentamente feliz.
Fiquei pensando
Que jamais poderia haver solidão
Com a Força da Natureza
Imperando ao meu redor,
Mostrando-me um mundo
No qual jamais poderia
Haver lugar
Nem para a tristeza,
Nem para a solidão,
Somente para a alegria
E para o amor maior.
Naquele momento
Agradeci àquela Força Universal,
Ao meu Deus,
Por dar-me a oportunidade
De estar diante de tanta beleza,
E saber, ter a certeza
No fundo do meu coração,
Que a felicidade,
A beleza e a paz de vida,
Está dentro de nós,
E só precisamos ter a sensibilidade
Para descobrí-la
Nas coisas mais simples da vida
Que é a Natureza,
Nossa Mãe Natureza.
Precisamos amá-la
E respeitá-la sempre.
Poesia classificada no XVI Concurso de Poesias" Casto Alves" Argirita-MG- medalha de Honra ao Mérito
ELZA MORAES GUSMAN SILVA
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