Na espera silenciosa
Do fenecer neste mundo
Que chamamos Planeta Terra,
Para ir ao encontro do seu,
Sinto-me sem forças,
Para lutar
E para continuar,
Minha lenta
E penosa caminhada,
Que antes parecia
Voar como as nuvens no céu.
Entretanto,
Hoje,
O tempo parece não passar
Tamanha a sua lentidão,
No transcorrer das horas,
Dias,
Meses.
Ouço no meu interior,
Meus gritos e lamentos,
De quem já não encontra
Encanto no viver
E no sonhar.
Cada dia,
Cada noite,
Todo intervalo,
Entre a dor e a saudade,
É como um punhal
Estraçalhando meu peito.
Sinto-me trôpega,
E é por demais penoso
Cumprir minha missão
Nesta terra,
E dentro do meu EU,
Busco vestígios,
Lembranças do que passou,
Para que venha florescer em mim,
Um pouco daquela felicidade,
Mesmo que seja,
Uma mera ilusão,
Repleta de recordações.
Tenho um pressentimento,
Que um dia,
Em algum lugar,
Estaremos lado a lado novamente.
Somente esta esperança
Incentiva-me a continuar
Minha caminhada,
Para que um dia
Possa chegar até voçê,
E ser feliz outra vez.
Poesia classficada no XIX Concurso de poesias"Castro Alves" Argirita"
Elza Moraes Gusman Silva
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